Religião iorubá

Religião iorubá: aprender sobre esta cultura e religião

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A religião iorubá, também conhecida como Santería, culto Lucumí ou Ifá, é o culto dos afro-cubanos, cujas crenças derivam diretamente da cultura e religião iorubá, que em Cuba é sincretizada com o cristianismo católico implantado pela monarquia hispânica.

Origem

A religião iorubá começou a ser praticada pelos ex-escravos negros e seus descendentes no meio da ilha de Cuba para ser mais específica (Havana). Em seguida se espalhou para a metade oriental e mais tarde para as outras chegadas caribenhas dos iorubás (Porto Rico, República Dominicana, Venezuela e Panamá). Na Cuba colonial seus rituais tinham que ser praticados em segredo e clandestinamente, pois era marginalizada e perseguida.

A revolução cubana provocou a emigração de Santeros para a Espanha, Estados Unidos, Itália, entre outros. Depois de tudo isso, e com o estabelecimento do comunismo em Cuba, trouxe consigo a secularização. Desde meados do século 20 sua integração social mudou favoravelmente e agora muitos Santeros e crentes de todo o mundo fazem peregrinações à ilha de Cuba.

Hoje, as principais religiões em Cuba são as religiões católica e iorubá, sem ter que se excluir uma da outra, pelo menos da parte dos praticantes da religião africana.

Religião iorubá
Religião iorubá

Durante o regime colonial era muito comum se referir à religião iorubá como o culto Lucumí que vem da expressão iorubá Oloku mi (Meu amigo), os espanhóis a chamavam de forma depreciativa de “Santería”, isto para gozar da aparente devoção excessiva demonstrada pelos seguidores a seus santos; também conhecida como Regla de Osha (ou Ocha) – Ifá.

Como ela é constituída?

A religião iorubá é feita de tradições, rica em cultura e em seus fundamentos mais ancestrais, pode-se ver valores importantes como respeito, amor e solidariedade sendo importantes e distintos nela, dando a seus praticantes a compreensão de que a fé move montanhas e que o santo é sinônimo de amor e esperança para os crentes desta religião.

Uma amostra do fervor que esta religião desperta por causa da profundidade de sua espiritualidade pode ser vista a despeito de sua origem eminentemente africana. Eu sei que integrou pessoas de diferentes culturas e crenças culturais.

Sincretismo, Orishas e Santos

“Quem não é do Congo é de carabali”.

Este provérbio é muito cubano e se refere à mistura de raças, culturas e costumes que geraram a muito variada e crioula sociedade cubana.

O sincretismo foi um processo originado para a sobrevivência da cultura e da crença: uma mistura de elementos, funções e deuses; no qual os escravos africanos fingiram aceitar as imagens do catolicismo através de uma simples semelhança e assim nasceram as diferentes denominações. A sincronização dos diferentes cultos africanos e da religião católica, assim nasceu a Regla de Osha ou Santeria.

E assim foi que a palavra espanhola “Santos” foi aplicada aos Orishas e foi este uso que deu origem ao termo cubano usado para se referir à religião iorubá: Santeria que significa “O Caminho dos Santos”.

Santos iorubásSantos Católicos 
OlofiDeus
OlorunEspírito Santo
OrulaSão Francisco de Assis 
Eleggua- EshuSanto Menino de Atocha
OshúnNossa Senhora da Caridade 
Shangó Santa Bárbara
YemayáVirgem de Regla
Obbatalá Nossa Senhora da Misericórdia
Oyá Santa justa, Santa Rufina, San Damián 
Eggun O espírito dos antepassados 

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